Marquinhos revela 'guerra' de lances livres para usar a 11 do ídolo Romário

Ala do Flamengo recorda passagem da adolescência, quando iniciava no esporte o lado de Marcão, que atualmente defende as cores do Palmeiras


Se as gerações até os anos 70 sempre idolatraram a camisa dez, em razão da era Pelé, se tornou quase óbvio que nove entre dez meninos nascidos no início da década de 80 adotassem o número 11 às costas, após a consagração de Romário no tetracampeonato mundial do Brasil na Copa dos Estados Unidos, em 1994. Com Marquinhos, nascido em 31 de maio de 1984, não foi diferente. Fã incondicional do baixinho, ele queria copiar o ídolo quando começou a dar seus primeiros arremessos nas categorias de base do Monte Líbano. O problema é que o hoje ala do Flamengo não foi o único. A solução encontrada pela diretoria do clube paulista foi resolver a parada dentro de quadra.

- Lembro que deu até briga (risos). Eu e o Marcão, que hoje joga no Palmeiras, queríamos a 11 de qualquer jeito e tivemos que disputá-la nos lances livres. Felizmente levei a melhor e, desde então nunca quis usar outro número – lembrou o jogador, que anotou 16 pontos na vitória rubro-negra sobre Vila Velha por 96 a 77, que valeu ao clube um recorde de 18 vitórias consecutivas.

Marquinhos e a camisa 11 do Fla (Foto: Divulgação)

Embora na Gávea o objeto de desejo sempre tenha sido a 10 de Zico, o número 11 passou a ganhar força em 1995 com a chegada do próprio Romário, eleito pela Fifa melhor jogador do mundo um ano antes. Se não teve o privilégio de assistir ao Galinho em ação, Marquinhos pôde se contentar em acompanhar seu ídolo de perto.

Por falar em idolatria, Marquinhos já caiu nas graças da torcida do Flamengo, mesmo em tão pouco tempo de clube. Contratado em junho de 2012 como principal reforço para a temporada, o camisa 11 admite que não esperava um começo tão especial com a camisa rubro-negra. Além de cestinha do NBB com uma média de 21,8 pontos, o ala da seleção é o jogador que mais lances livres converteu e o mais eficiente da competição até o momento.

- Sinceramente eu não esperava criar uma empatia com o torcedor tão grande em tão pouco tempo. A torcida abraçou nossa equipe, vem lotando todos os jogos em casa e tem sido um diferencial da nossa campanha – afirmou.
Fonte:Globo Esporte

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