Marcelinho Carioca tieta estreia do filho pelo São Caetano na Copinha

'Se tiver uma falta pertinho da área, o menino vai lá e vai conferir, porque tem talento', diz o ex-meia sobre o filho Lucas Surcin, 19 anos
Da tribuna do estádio Martins Pereira, em São José dos Campos, olhares atentos de um ilustre torcedor acompanhavam Cruzeiro e São Caetano na partida que fechou a primeira rodada do Grupo U da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Campeão da Copinha em 1990 com o Flamengo, Marcelinho Carioca foi prestigiar o filho Lucas Surcin, 19 anos, meia das categorias de base do Azulão.

Reserva, o filho do pé-de-anjo entrou na segunda etapa e atuou por cerca de 10 minutos, tempo suficiente para receber uma avaliação do pai coruja.

- Ele faz parte de um grupo que está se formando, se conhecendo e no pouco tempo que esteve em campo teve uma participação coletiva muito boa. O lado individual vai aflorar a qualquer momento, mas é importante ter essa consciência coletiva - disse Marcelinho, que ministrou uma palestra aos atletas do São Caetano antes de a bola rolar para o empate sem gols entre Cruzeiro e Azulão.

Lucas Surcin e o pai Marcelinho Carioca no vestiário após o jogo (Foto: Danilo Sardinha/Globoesporte.com)

Depois de dar seus primeiros toques na bola, Lucas teve a chance de mostrar que herdou o DNA do pai para o talento na bola parada. Em uma cobrança de falta no lado esquerdo, fez um cruzamento venenoso para a área cruzeirense e ganhou elogios do pai pelo lance.

- Aprovei (a cobrança), mas era de muito longe, muito aberta. Tenho certeza de que se nessa Copinha tiver uma falta ali pertinho da área, o menino vai lá e vai conferir, porque tem talento - salientou.

Camisa 21, Lucas ajeita a bola para cobrança de falta
(Foto: Danilo Sardinha/Globoesporte.com)

Mas apesar dos elogios, quando Lucas contou a Marcelinho que gostaria de seguir a carreira de jogador, o tom da conversa foi outro.

- O momento é dele, a decisão é dele, algo individual. O que falei para ele foi: 'você não vai jogar com o nome do pai, vai ter que se virar, matar um leão a cada dia. A cada jogo, a cada lance o pessoal vai te cobrar e você vai ter que mostrar que tem talento e condição. Se é isso que você quer, você tem o apoio do seu pai e sua mãe' - conta Marcelinho, que levantou o troféu da Copinha na geração do Flamengo que revelou Paulo Nunes, Djalminha, Júnior Baiano, Marquinhos e Fabinho.

A próxima chance de Lucas Surcin mostrar seu talento será nesta segunda-feira, 7, quando o São Caetano volta a campo contra o anfitrião do grupo São José, que perdeu a partida de estreia para o São Franscisco-BA.

Fonte:Globo Esporte

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