Após dar seus primeiros arremessos na Gávea com apenas sete anos, armador retorna ao clube que o projetou como um dos melhores do país
Oscar, Josuel, Ratto, Pipoka, Greg Newton, o americano Robin Davis.....Uma verdadeira seleção. De tanto assistir aos treinos daquele timaço comandado pelo técnico Cláudio Mortari, vice-campeão brasileiro de 2000, Vitor Benite, atleta da equipe pré-mirim do Flamengo na época, sonhava seguir os passos de seus ídolos e um dia se tornar jogador profissional de basquete. Se possível, do próprio clube rubro-negro. Quinze anos se passaram, e o sonho daquele menino de apenas sete anos se tornou realidade. Após se destacar por onde passou, o armador de 22 anos retorna ao clube que o projetou como um dos atletas mais promissores do país.
Amigos inseparáveis dentro e fora de quadra, Gegê e Benite mostram entrosamento até mesmo na hora de caprichar no visual e adotar ao mesmo estilo de mesma barba (Foto: Marcello Pires/Globoesporte.com)
- Nós nos conhecemos há cinco meses na seleção, mas parece que somos amigos de uma vida toda. Dividimos o mesmo quarto na viagens, estamos sempre juntos nas folgas e conversamos sobre algumas coisas que não divido nem com meus familiares. Além de um grande amigo, o Benite é uma grande jogador e no qual eu me espelho. Conversamos muito antes e após os jogos e aprendo muito os conselhos que ele me dá - afirmou Gegê.
A afinidade não fica apenas no âmbito esportivo. Vaidosos, os dois estão sempre caprichando no visual e adotaram até a mesma barba por fazer. A semelhança fora das quadras já até rendeu à dupla um apelido divertido entre os companheiros de time: os Los Hermanos do Flamengo.
Oscar, Josuel, Ratto, Pipoka, Greg Newton, o americano Robin Davis.....Uma verdadeira seleção. De tanto assistir aos treinos daquele timaço comandado pelo técnico Cláudio Mortari, vice-campeão brasileiro de 2000, Vitor Benite, atleta da equipe pré-mirim do Flamengo na época, sonhava seguir os passos de seus ídolos e um dia se tornar jogador profissional de basquete. Se possível, do próprio clube rubro-negro. Quinze anos se passaram, e o sonho daquele menino de apenas sete anos se tornou realidade. Após se destacar por onde passou, o armador de 22 anos retorna ao clube que o projetou como um dos atletas mais promissores do país.

Após começar a carreira nas categorias de base do Flamengo, Benite rodou o interior de São Paulo antes de retornar ao clube que o projetou para o basquete (Foto: Marcello Pires/Globoesporte.com)
- Voltar a defender o clube onde tudo começou tem um significado muito especial para mim. Eu me sinto tão à vontade no Flamengo, que nem parece que saí e mudei de clube. Me sinto em casa na Gávea. Moro no Leblon, de frente para a praia, e venho treinar a pé todos os dias. Convenhamos que se adaptar ao Rio de Janeiro é muito fácil - afirmou o jogador, que volta à quadra esta noite, em Sorocaba, onde o Flamengo enfrenta a Liga Sorocabana às 20h e põe em jogo o status de único time invicto do NBB.
A ligação com o clube da Gávea, porém, começou por mero acaso. Nascido em Jundiaí, mas criado em Campinas, Benite se mudou para o Rio de Janeiro com toda a família aos sete anos de idade. Fominha de bola, o caçula de Francisco Carlos e Marielce seguiu os passos dos irmãos mais velhos Bruno e Thomás e começou a jogar basquete na escola Veiga de Almeida.
Até que em um dia como outro qualquer, seu treinador da escola adoeceu e acabou substituído por Boleta, treinador das categorias de base do Flamengo na época. Impressionado com o talento da família Alves, o comandante rubro-negro não pensou duas vezes e convidou o trio para jogar no clube rubro-negro.
Foi no Flamengo que aprendi meus primeiros fundamentos e devo muito da minha formação como jogador ao Boleta"
Benite
- Foi no Flamengo que aprendi meus primeiros fundamentos e devo muito da minha formação como jogador profissional ao Boleta. O reencontrei outro dia rapidamente no Tijuca, mas gostaria de vê-lo mais vezes. Joguei nas categorias de base de 1997 até a metade de 2011 e fui muito feliz - afirmou Benite.
No período em que ficou longe do Rio de Janeiro, Benite fez muito sucesso no interior de São Paulo. Ganhou destaque e sua primeira convocação para a seleção paulista defendendo o Clube Regatas de Campinas; o prêmio de melhor jogador de sua categoria e outra convocação, desta vez para a seleção brasileira sub-18, atuando por Rio Claro; e sua primeira grande chance no time adulto do Pinheiros como jogador profissional, com apenas 19 anos.
Apesar de ter disputado a primeira edição do NBB e se tornado nacionalmente conhecido com a camisa do clube paulista, ao lado de seus atuais companheiros Olivinha e Marquinhos, foi na capital brasileira do basquete onde tudo mudou. Comandado pelo ex-treinador da seleção Hélio Rubens, Benite ganhou mais visibilidade, disputou sua primeira final nacional e colecionou três prêmios individuais com a camisa de Franca.
- Aprendi demais com o Hélio Rubens e com jogadores consagrados como Helinho, Márcio Dornelles e Rogério, que sempre me deram liberadade para jogar o meu basquete. A qualidade do meu jogo fluiu e foi para outro patamar em Franca. Fui escolhido o sexto homem do NBB, o jogador que mais evoluiu e a revelação do campeonato. Ainda fui convocado para o Pré-Olímpico e ajudei o Brasil a garantir uma vaga nas Olimpíadas após 16 anos. Foi a melhor experiência da minha carreira - lembrou o jogador.
Los Hermanos rubro-negros
O retorno ao Flamengo após 15 anos foi como uma volta para casa e proporcionou a Benite muito mais do que apenas lembranças de uma infância feliz. Em apenas cinco meses de clube, o armador ganhou o respeito e admiração de todos e uma espécie de irmão postiço: o armador reserva Gegê, que segue os passos do amigo um ano mais velho dentro e fora das quadras.
- Voltar a defender o clube onde tudo começou tem um significado muito especial para mim. Eu me sinto tão à vontade no Flamengo, que nem parece que saí e mudei de clube. Me sinto em casa na Gávea. Moro no Leblon, de frente para a praia, e venho treinar a pé todos os dias. Convenhamos que se adaptar ao Rio de Janeiro é muito fácil - afirmou o jogador, que volta à quadra esta noite, em Sorocaba, onde o Flamengo enfrenta a Liga Sorocabana às 20h e põe em jogo o status de único time invicto do NBB.
A ligação com o clube da Gávea, porém, começou por mero acaso. Nascido em Jundiaí, mas criado em Campinas, Benite se mudou para o Rio de Janeiro com toda a família aos sete anos de idade. Fominha de bola, o caçula de Francisco Carlos e Marielce seguiu os passos dos irmãos mais velhos Bruno e Thomás e começou a jogar basquete na escola Veiga de Almeida.
Até que em um dia como outro qualquer, seu treinador da escola adoeceu e acabou substituído por Boleta, treinador das categorias de base do Flamengo na época. Impressionado com o talento da família Alves, o comandante rubro-negro não pensou duas vezes e convidou o trio para jogar no clube rubro-negro.
Foi no Flamengo que aprendi meus primeiros fundamentos e devo muito da minha formação como jogador ao Boleta"
Benite
- Foi no Flamengo que aprendi meus primeiros fundamentos e devo muito da minha formação como jogador profissional ao Boleta. O reencontrei outro dia rapidamente no Tijuca, mas gostaria de vê-lo mais vezes. Joguei nas categorias de base de 1997 até a metade de 2011 e fui muito feliz - afirmou Benite.
No período em que ficou longe do Rio de Janeiro, Benite fez muito sucesso no interior de São Paulo. Ganhou destaque e sua primeira convocação para a seleção paulista defendendo o Clube Regatas de Campinas; o prêmio de melhor jogador de sua categoria e outra convocação, desta vez para a seleção brasileira sub-18, atuando por Rio Claro; e sua primeira grande chance no time adulto do Pinheiros como jogador profissional, com apenas 19 anos.
Apesar de ter disputado a primeira edição do NBB e se tornado nacionalmente conhecido com a camisa do clube paulista, ao lado de seus atuais companheiros Olivinha e Marquinhos, foi na capital brasileira do basquete onde tudo mudou. Comandado pelo ex-treinador da seleção Hélio Rubens, Benite ganhou mais visibilidade, disputou sua primeira final nacional e colecionou três prêmios individuais com a camisa de Franca.
- Aprendi demais com o Hélio Rubens e com jogadores consagrados como Helinho, Márcio Dornelles e Rogério, que sempre me deram liberadade para jogar o meu basquete. A qualidade do meu jogo fluiu e foi para outro patamar em Franca. Fui escolhido o sexto homem do NBB, o jogador que mais evoluiu e a revelação do campeonato. Ainda fui convocado para o Pré-Olímpico e ajudei o Brasil a garantir uma vaga nas Olimpíadas após 16 anos. Foi a melhor experiência da minha carreira - lembrou o jogador.
Los Hermanos rubro-negros
O retorno ao Flamengo após 15 anos foi como uma volta para casa e proporcionou a Benite muito mais do que apenas lembranças de uma infância feliz. Em apenas cinco meses de clube, o armador ganhou o respeito e admiração de todos e uma espécie de irmão postiço: o armador reserva Gegê, que segue os passos do amigo um ano mais velho dentro e fora das quadras.
Amigos inseparáveis dentro e fora de quadra, Gegê e Benite mostram entrosamento até mesmo na hora de caprichar no visual e adotar ao mesmo estilo de mesma barba (Foto: Marcello Pires/Globoesporte.com)- Nós nos conhecemos há cinco meses na seleção, mas parece que somos amigos de uma vida toda. Dividimos o mesmo quarto na viagens, estamos sempre juntos nas folgas e conversamos sobre algumas coisas que não divido nem com meus familiares. Além de um grande amigo, o Benite é uma grande jogador e no qual eu me espelho. Conversamos muito antes e após os jogos e aprendo muito os conselhos que ele me dá - afirmou Gegê.
A afinidade não fica apenas no âmbito esportivo. Vaidosos, os dois estão sempre caprichando no visual e adotaram até a mesma barba por fazer. A semelhança fora das quadras já até rendeu à dupla um apelido divertido entre os companheiros de time: os Los Hermanos do Flamengo.

Benite tem tatuagem da rosa dos ventos com as
iniciais de seus familiares (Foto: Divulgação)
- Eu até curto o Los Hermanos, mas o Gegê não liga muito não. Estou ensinando ele a gostar da música sertaneja. Afinal, quem comanda o repertório musical nas viagens sou eu - brincou Benite, que não pensa em deixar o Flamengo tão cedo.
- Hoje eu só sairia daqui se fosse para jogar na Europa, que é um desejo que ainda tenho. Até recebi uma proposta quando jogava em Rio Claro, mas eu e minha família achamos que não era o momento para deixar o Brasil.
A relação de Benite com os familiares é tão forte que o armador do Flamengo correu o risco até de tomar uma bronca do pai quando resolveu tatuar uma rosa dos ventos no peito esquerdo com as iniciais de cada membro de sua família.
- Nossa preocupação era grande com a reação dele, mas felizmente ele aprovou. Procuro sempre ouvir as opiniões dele antes de tomar qualquer decisão. Ele jogou basquete e para meu orgulho foi ídolo da ex-jogadora Paula. Ela era muito fã dele e a conheço desde pequeno. Devo 90% do meu jogo hoje aos ensinamentos do meu pai - afirmou o camisa 8 do Flamengo.
iniciais de seus familiares (Foto: Divulgação)
- Eu até curto o Los Hermanos, mas o Gegê não liga muito não. Estou ensinando ele a gostar da música sertaneja. Afinal, quem comanda o repertório musical nas viagens sou eu - brincou Benite, que não pensa em deixar o Flamengo tão cedo.
- Hoje eu só sairia daqui se fosse para jogar na Europa, que é um desejo que ainda tenho. Até recebi uma proposta quando jogava em Rio Claro, mas eu e minha família achamos que não era o momento para deixar o Brasil.
A relação de Benite com os familiares é tão forte que o armador do Flamengo correu o risco até de tomar uma bronca do pai quando resolveu tatuar uma rosa dos ventos no peito esquerdo com as iniciais de cada membro de sua família.
- Nossa preocupação era grande com a reação dele, mas felizmente ele aprovou. Procuro sempre ouvir as opiniões dele antes de tomar qualquer decisão. Ele jogou basquete e para meu orgulho foi ídolo da ex-jogadora Paula. Ela era muito fã dele e a conheço desde pequeno. Devo 90% do meu jogo hoje aos ensinamentos do meu pai - afirmou o camisa 8 do Flamengo.
Fonte:Globo Esporte






























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